Resumo Econômico Global: O Reordenamento de 2025
O cenário econômico de 2025 é definido como um ano de reordenação global e incertezas. Impulsionadas pelo retorno de Donald Trump à presidência e pela imposição de tarifas abrangentes em abril , as medidas reformularam o comércio mundial. Apesar do choque inicial, o sistema mostrou-se resiliente através da diversificação de rotas comerciais por países como Índia, México e nações da ASEAN. O ano também consolidou o protagonismo do Sul Global, com países em desenvolvimento exigindo maior voz ativa nas regras internacionais.
Tarifas e Protecionismo dos EUA
Em abril de 2025, os EUA aplicaram tarifas sobre quase todos os países para tentar reduzir déficits e trazer a manufatura de volta ao país.Resiliência Comercial da China
Mesmo com a pressão americana, a China registrou um superávit recorde de US$ 1 trilhão. Pequim mitigou o impacto redirecionando capital para o Sudeste Asiático e exportando para mercados fora dos EUA.O Boom de Minerais Críticos na África
EUA, China e Europa disputam influência na África para garantir acesso a minerais essenciais. As nações africanas estão rejeitando escolhas binárias entre parceiros e exigindo processamento industrial local em vez de apenas extração.Prioridades de Defesa na Europa
Pressionada a aumentar gastos militares (OTAN), a UE enfrenta orçamentos apertados, gerando um debate sobre priorizar gastos de guerra frente ao bem-estar social.Revolução e Disrupção da IA
A corrida pela Inteligência Artificial promete aumentar a produtividade, mas traz o risco de deslocar milhões de empregos e gerar instabilidade para os trabalhadores a curto prazo.Perspectivas para 2026
Previsões indicam uma desaceleração moderada nas economias dos EUA e da China. O custo de vida elevado, dívidas crescentes e incertezas laborais devem continuar pressionando as famílias globalmente.
Os dois principais motores da economia global mostram sinais de perda de fôlego. Na China, o crescimento das vendas no varejo colapsou e o investimento em ativos fixos tornou-se negativo. Nos EUA, observa-se um enfraquecimento na demanda por mão de obra
Embora o cenário base para os EUA e Europa não seja de uma recessão profunda, existem riscos subjacentes, como os altos níveis de dívida e a estrutura financeira complexa dos investimentos em IA.
O déficit comercial americano pode cair em 2026, mas os especialistas acreditam que isso será mais um reflexo da desaceleração da demanda interna do que um sucesso direto das políticas tarifárias de Trump. É improvável que os objetivos de trazer a manufatura de volta aos EUA sejam plenamente atingidos até 2026, devido ao alto custo da mão de obra americana em comparação com a chinesa e à necessidade de automação extrema.
Após as presidências consecutivas de Indonésia, Índia, Brasil e África do Sul no G20, espera-se que o impulso das pautas do Sul Global continue em 2026, embora possa ser enfraquecido pela postura dos EUA no novo ciclo do G20.
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